Uma prosa agradável pelo mundo da política e outros temas correlatos!
domingo, 18 de janeiro de 2009
OBAMA, presidente!
Reservado para comentários sobre a posse de Obama em 20/01/2009: Início de uma nova era do império norte-americano?
Conflitos em Gaza: 90 anos de Conflito
Durante aproximadamente 20 dias,os notíciários explodiram matérias sobre os novos conflitos políticos na faixa de Gaza, região do oriente médio. Mas do que se trata este conflito?
A folha de São Paulo elaborou um Especial sobre as causas dos atuais conflitos e vale a pena que vocês conheçam melhor esta história.
http://media.folha.uol.com.br/mundo/2009/01/15/conflito_gaza.swf
1920/1947: O mandato Britânico
Com a derrota do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial, britânicos assumem controle da Palestina, recebendo mandato da Liga das Nações em 1922. A imigração judaica para a região cresce, estimulada pelo movimento sionista nascido na Europa no século 19, em reação à perseguição aos judeus no continente. A intenção de estabelecer um lar nacional para os judeus na Palestina foi baseada em parte nos laços religiosos e históricos com a região. A proposta teve apoio britânico na Declaração Balfour, de 1917. Entre 1890 e 1922, a população judaica na Palestina dobra, de 40 mil para cerca de 85 mil. Em 1929, 67 judeus são mortos por árabes em Hebron. Em 1947, judeus somam 600 mil, para 1,3 milhão de árabes. Comunidade judaica forma grupos paramilitares. Entre 1936 e 1939, ocorre revolta dos árabes da Palestina contra domínio britânico e imigração judaica, que abriu disputa por terras.
1947/1948: Partilha e Guerra
Em 1947, sob impacto do Holocausto de 6 milhões de judeus pela Alemanha nazista, a ONU, sucessora da Liga das Nações, aprova partilha da Palestina. Pelo plano, judeus ficariam com 56% do território, e um Estado árabe seria formado no restante. Árabes rejeitam partilha, sob argumento de que ela não obedeceu à proporção entre as populações. Começam confrontos entre os dois grupos. Em 1948, Israel declara independência, um dia antes do fim formal do mandato bri-tânico, em 15 de maio. Milícias são fundidas em Exército. Novo país é invadido por tropas das nações árabes vizinhas. Vitorioso, Israel passa a controlar 77% do território. No conflito, que os palestinos chamam de Nakba (catástrofe), mais de 600 mil árabes (muçulmanos e cristãos) foram expulsos ou fugiram de Israel, perdendo casas e propriedades; 160 mil permaneceram.
1948/1967: Expansão israelense
Em 1947, sob impacto do Holocausto de 6 milhões de judeus pela Alemanha nazista, a ONU, sucessora da Liga das Nações, aprova partilha da Palestina. Pelo plano, judeus ficariam com 56% do território, e um Estado árabe seria formado no restante. Árabes rejeitam partilha, sob argumento de que ela não obedeceu à proporção entre as populações. Começam confrontos entre os dois grupos. Em 1948, Israel declara independência, um dia antes do fim formal do mandato bri-tânico, em 15 de maio. Milícias são fundidas em Exército. Novo país é invadido por tropas das nações árabes vizinhas. Vitorioso, Israel passa a controlar 77% do território. No conflito, que os palestinos chamam de Nakba (catástrofe), mais de 600 mil árabes (muçulmanos e cristãos) foram expulsos ou fugiram de Israel, perdendo casas e propriedades; 160 mil permaneceram.
1967/1988: Questão palestina
Em setembro de 1970, mi-litantes da OLP são expulsos da Jordânia e se refugiam no Líbano. Em 1972, 11 atletas israelenses são mortos pelo grupo Setembro Negro, ligado à OLP, durante Olimpíada de Munique. Em 1973, na Guerra do Yom Kippur, Síria e Egito atacam Israel pelo Sinai e por Golã. Depois de 48 horas, Israel reverte vantagem árabe e lhes impõe derrota. Em 1978, Israel devolve Sinai ao Egito no Acordo de Camp David, mediado pelos EUA. Em 1974, o Fatah, facção dominante na OLP, passa a defender a criação de um Estado binacional na Palestina. Facções linha-dura rompem com a OLP. Em 1982, Israel invade Líbano para expulsar OLP. Em Beirute, Exército israelense permite massacre de refugiados palestinos nos campos de Sabra e Shatila por milícias cristãs aliadas. OLP se refugia na Tunísia. Em 1987, eclode primeira Intifada (revolta) contra Israel em Gaza e na Cisjordânia. Em 1988, declaração de independência palestina feita pela OLP reconhece indiretamente Israel, nas fronteiras anteriores a 1967. No mesmo ano, surge o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que prega um Estado islâmico em toda a Palestina, mas é inicialmente estimulado pelo governo israelense, como modo de enfraquecer OLP.
1988-2000: Novos fatos
Sob pressão dos EUA, Israel estabelece negociações diretas com palestinos, na Confe-rência de Madri (1991). Em 1993, Israel e OLP firmam Acordos de Oslo, que preveem estágio de autonomia palestina em Gaza e na Cisjordânia até negociações finais para Estado palestino. É criada Autoridade Nacional Palestina, sob comando de Iasser Arafat, eleito presidente da ANP em 1996. Áreas de Gaza e da Cisjordânia passam ao controle palestino, mas Israel mantém colonização da Cisjordânia. Em 1994, Hamas promove primeiro atentado terrorista, após morte de 29 palestinos por grupo judaico em Hebron. Em 1995, premiê israelense Yitzhak Rabin é assassinado por extremista judeu. Em 1996, direitista Binyamin Ne-tanyahu é eleito premiê. Em 1999, é sucedido pelo traba-lhista Ehud Barak. Em julho de 2000, o americano Bill Clinton reúne Barak e Arafat em Camp David (EUA) para cúpula destinada a resolver a questão. A cúpula fracassa, apesar de Israel julgar ter apresentado sua melhor proposta. Barak oferecia devolver Gaza e 95% da Cisjordânia (equivalentes a 22% da Palestina do mandato) e capital palestina em parte da Jerusalém árabe, mas não soberania sobre Esplanada das Mesquitas (Monte do Templo, para os judeus). Também não houve acordo sobre retorno dos refugiados palestinos.
Atualidade: Endurecimento
Em setembro de 2000, Ariel Sharon, líder do direitista Likud em campanha para premiê, vai à Esplanada das Mesquitas. Começa a Segunda Intifada, que Israel acusa Arafat de estimular. Atentados terroristas, ataques israelen- ses e confrontos deixam 5.000 palestinos e mil israelenses mortos em quatro anos. Sharon, eleito premiê em 2001, funda o partido Kadima, prometendo abrir mão da ideia da Grande Israel. Em 2004, Arafat morre; é substituído na Presidência da ANP por Mahmoud Abbas, do Fatah, eleito em 2005. Em 2005, Israel retira soldados e 8.000 colonos de Gaza, mas mantém controle sobre fronteiras do território. Ao mesmo tempo, começa construção do muro entre Israel e a Cisjordânia. O muro, chamado pelo go-verno israelense de barreira de segurança, reduz a quase zero os atentados terroristas em Israel, mas anexa grandes porções do território palestino. Na Cisjordânia e em Jeru-salém Oriental são mantidos cerca de 400 mil colonos. Sharon entra em coma em 2006 e é substituído por Ehud Olmert. Hamas vence eleições legislativas palestinas de ja-neiro de 2006; seu gabinete é boicotado por Israel e pelo Ocidente, que classificam o grupo como terrorista. Negociações entre Hamas e Fatah por um governo de uni-dade fracassam, em meio a divergências internas e sob pressão dos Estados Unidos. Em 2007, combates entre Hamas e Fatah levam à expulsão do Fatah de Gaza. ANP nomeia novo gabinete, que só tem voz em parte da Cisjordânia. Israel aperta cerco econômico a Gaza. Hamas usa túneis na fronteira egípcia para contrabandear alimentos, combustível e armas. O grupo e facções ultrarradicais, como Jihad Islâmico, aumentam ataques com foguetes contra Israel. Trégua mediada pelo Egito entre Israel e Hamas vigora entre junho e dezembro de 2008. Nenhum dos dois lados cumpre estritamente o acordo.
A folha de São Paulo elaborou um Especial sobre as causas dos atuais conflitos e vale a pena que vocês conheçam melhor esta história.
http://media.folha.uol.com.br/mundo/2009/01/15/conflito_gaza.swf
1920/1947: O mandato Britânico
Com a derrota do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial, britânicos assumem controle da Palestina, recebendo mandato da Liga das Nações em 1922. A imigração judaica para a região cresce, estimulada pelo movimento sionista nascido na Europa no século 19, em reação à perseguição aos judeus no continente. A intenção de estabelecer um lar nacional para os judeus na Palestina foi baseada em parte nos laços religiosos e históricos com a região. A proposta teve apoio britânico na Declaração Balfour, de 1917. Entre 1890 e 1922, a população judaica na Palestina dobra, de 40 mil para cerca de 85 mil. Em 1929, 67 judeus são mortos por árabes em Hebron. Em 1947, judeus somam 600 mil, para 1,3 milhão de árabes. Comunidade judaica forma grupos paramilitares. Entre 1936 e 1939, ocorre revolta dos árabes da Palestina contra domínio britânico e imigração judaica, que abriu disputa por terras.
1947/1948: Partilha e Guerra
Em 1947, sob impacto do Holocausto de 6 milhões de judeus pela Alemanha nazista, a ONU, sucessora da Liga das Nações, aprova partilha da Palestina. Pelo plano, judeus ficariam com 56% do território, e um Estado árabe seria formado no restante. Árabes rejeitam partilha, sob argumento de que ela não obedeceu à proporção entre as populações. Começam confrontos entre os dois grupos. Em 1948, Israel declara independência, um dia antes do fim formal do mandato bri-tânico, em 15 de maio. Milícias são fundidas em Exército. Novo país é invadido por tropas das nações árabes vizinhas. Vitorioso, Israel passa a controlar 77% do território. No conflito, que os palestinos chamam de Nakba (catástrofe), mais de 600 mil árabes (muçulmanos e cristãos) foram expulsos ou fugiram de Israel, perdendo casas e propriedades; 160 mil permaneceram.
1948/1967: Expansão israelense
Em 1947, sob impacto do Holocausto de 6 milhões de judeus pela Alemanha nazista, a ONU, sucessora da Liga das Nações, aprova partilha da Palestina. Pelo plano, judeus ficariam com 56% do território, e um Estado árabe seria formado no restante. Árabes rejeitam partilha, sob argumento de que ela não obedeceu à proporção entre as populações. Começam confrontos entre os dois grupos. Em 1948, Israel declara independência, um dia antes do fim formal do mandato bri-tânico, em 15 de maio. Milícias são fundidas em Exército. Novo país é invadido por tropas das nações árabes vizinhas. Vitorioso, Israel passa a controlar 77% do território. No conflito, que os palestinos chamam de Nakba (catástrofe), mais de 600 mil árabes (muçulmanos e cristãos) foram expulsos ou fugiram de Israel, perdendo casas e propriedades; 160 mil permaneceram.
1967/1988: Questão palestina
Em setembro de 1970, mi-litantes da OLP são expulsos da Jordânia e se refugiam no Líbano. Em 1972, 11 atletas israelenses são mortos pelo grupo Setembro Negro, ligado à OLP, durante Olimpíada de Munique. Em 1973, na Guerra do Yom Kippur, Síria e Egito atacam Israel pelo Sinai e por Golã. Depois de 48 horas, Israel reverte vantagem árabe e lhes impõe derrota. Em 1978, Israel devolve Sinai ao Egito no Acordo de Camp David, mediado pelos EUA. Em 1974, o Fatah, facção dominante na OLP, passa a defender a criação de um Estado binacional na Palestina. Facções linha-dura rompem com a OLP. Em 1982, Israel invade Líbano para expulsar OLP. Em Beirute, Exército israelense permite massacre de refugiados palestinos nos campos de Sabra e Shatila por milícias cristãs aliadas. OLP se refugia na Tunísia. Em 1987, eclode primeira Intifada (revolta) contra Israel em Gaza e na Cisjordânia. Em 1988, declaração de independência palestina feita pela OLP reconhece indiretamente Israel, nas fronteiras anteriores a 1967. No mesmo ano, surge o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que prega um Estado islâmico em toda a Palestina, mas é inicialmente estimulado pelo governo israelense, como modo de enfraquecer OLP.
1988-2000: Novos fatos
Sob pressão dos EUA, Israel estabelece negociações diretas com palestinos, na Confe-rência de Madri (1991). Em 1993, Israel e OLP firmam Acordos de Oslo, que preveem estágio de autonomia palestina em Gaza e na Cisjordânia até negociações finais para Estado palestino. É criada Autoridade Nacional Palestina, sob comando de Iasser Arafat, eleito presidente da ANP em 1996. Áreas de Gaza e da Cisjordânia passam ao controle palestino, mas Israel mantém colonização da Cisjordânia. Em 1994, Hamas promove primeiro atentado terrorista, após morte de 29 palestinos por grupo judaico em Hebron. Em 1995, premiê israelense Yitzhak Rabin é assassinado por extremista judeu. Em 1996, direitista Binyamin Ne-tanyahu é eleito premiê. Em 1999, é sucedido pelo traba-lhista Ehud Barak. Em julho de 2000, o americano Bill Clinton reúne Barak e Arafat em Camp David (EUA) para cúpula destinada a resolver a questão. A cúpula fracassa, apesar de Israel julgar ter apresentado sua melhor proposta. Barak oferecia devolver Gaza e 95% da Cisjordânia (equivalentes a 22% da Palestina do mandato) e capital palestina em parte da Jerusalém árabe, mas não soberania sobre Esplanada das Mesquitas (Monte do Templo, para os judeus). Também não houve acordo sobre retorno dos refugiados palestinos.
Atualidade: Endurecimento
Em setembro de 2000, Ariel Sharon, líder do direitista Likud em campanha para premiê, vai à Esplanada das Mesquitas. Começa a Segunda Intifada, que Israel acusa Arafat de estimular. Atentados terroristas, ataques israelen- ses e confrontos deixam 5.000 palestinos e mil israelenses mortos em quatro anos. Sharon, eleito premiê em 2001, funda o partido Kadima, prometendo abrir mão da ideia da Grande Israel. Em 2004, Arafat morre; é substituído na Presidência da ANP por Mahmoud Abbas, do Fatah, eleito em 2005. Em 2005, Israel retira soldados e 8.000 colonos de Gaza, mas mantém controle sobre fronteiras do território. Ao mesmo tempo, começa construção do muro entre Israel e a Cisjordânia. O muro, chamado pelo go-verno israelense de barreira de segurança, reduz a quase zero os atentados terroristas em Israel, mas anexa grandes porções do território palestino. Na Cisjordânia e em Jeru-salém Oriental são mantidos cerca de 400 mil colonos. Sharon entra em coma em 2006 e é substituído por Ehud Olmert. Hamas vence eleições legislativas palestinas de ja-neiro de 2006; seu gabinete é boicotado por Israel e pelo Ocidente, que classificam o grupo como terrorista. Negociações entre Hamas e Fatah por um governo de uni-dade fracassam, em meio a divergências internas e sob pressão dos Estados Unidos. Em 2007, combates entre Hamas e Fatah levam à expulsão do Fatah de Gaza. ANP nomeia novo gabinete, que só tem voz em parte da Cisjordânia. Israel aperta cerco econômico a Gaza. Hamas usa túneis na fronteira egípcia para contrabandear alimentos, combustível e armas. O grupo e facções ultrarradicais, como Jihad Islâmico, aumentam ataques com foguetes contra Israel. Trégua mediada pelo Egito entre Israel e Hamas vigora entre junho e dezembro de 2008. Nenhum dos dois lados cumpre estritamente o acordo.
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