quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Obama chega lá

O democrata Barack Obama faz com que novo capítulo da história política americana ao se eleger como o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, um país ainda marcado pelas lembranças do segregacionismo. A vitória foi ainda mais importante por ter sido resultado de uma votação com comparecimento recorde de eleitores que mudaram o mapa eleitoral americano em favor do democrata.

É um novo marco sim e nos resta ficarmos atentos aos novos rumo que os EUA e o mundo tomarão...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Vocês lembram de 2006, quando Lula vencia no 1º turno?

http://www.cesarrocha.com.br/?m=20081002

Vocês lembram de 2006, quando Lula vencia no 1º turno?

quinta-feira, 2 de outubro, 2008

O debate de hoje à noite na TV Globo pode até não mudar os rumos da disputa eleitoral pela Prefeitura do Recife, mas o deputado estadual João da Costa (PT) perderia mais do que pode perder se não comparecesse.
Mesmo sabendo, antecipadamente, que será o único alvo dos quatro adversários com quem vai dividir o estúdio:
O ex-governador Mendonça Filho (DEM), os deputados federais Raul Henry (PMDB) e Carlos Eduardo Cadoca (PSC) e o radical livre Edilson Silva (Psol).
Esta opinião é da cientista política Luciana Santana, na foto abaixo, que está neste momento coordenando a última rodada do primeiro turno da pesquisa DiarioData Associados, que publicaremos no final de semana.
Conversei com Luciana há pouco e ela me lembrou de 2006, quando Lula, liderando todas as pesquisas, decidiu não participar do último debate da Globo, em fins de setembro.
Luciana, conforme publicamos hoje no Diario e abaixo, em outro post, acredita que o debate tem chances reduzidas de influir significativamente no resultado da disputa.luciana santana
Mas a ausência no debate, porém, poderia atrapalhar enormemente a candidatura de João da Costa, da mesma maneira que prejudicou Lula em 2006, na opinião de Luciana Santana:
“A ausência no debate foi um fator importante para ele não vencer no primeiro turno”.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Renúncia de Fidel

A notícia do dia: renúncia de Fidel. Um dia, um fato, um momento histórico!

Há 49 anos, era ele, Fidel quem se colocava frente ao poder cubano respaldado por seu partido comunista cubando, dando àquele país um novo sistema político. Para alguns, um ditador, para outros, o líder do socialismo,dos ideiais marxistas e do igualitarismo.

Confesso que sempre tive muita simpatia pela figura de Fidel, um dos líderes da revolução cubana e que ajudou a dar outro rumo à realidade latinoamericana. Um homem de pulso firme, um verdadeiro líder da esquerda!

Porém, não posso deixar de enfatizar que essa mesma figura que admiro criou certas condições sociais para o povo cubano muito distantes da minha realidade, da realidade capitalista. Isso me provoca dúvidas sim. Será que é o melhor? Será que nós somos errados e eles não? Preciso ter uma opinião mais clara á respeito das consequencias do regime comunista em Cuba.

Bem ou mal, os anos passam e os seres humanos não são eternos. E apesar de toda sua história e sua vibra, algumas coisas não podem lutar contra o tempo. A decisão por renunciar ao seu cargo, foi ao meu ver,uma ação e decisão muito bem pensada e arquitetada! Seria mais um trunfo que este mesmo homem, o homem da revolução cubana, pudesse ser peça chava na própria transição cubana.

Vcs podem me perguntar, trasição para quê ou para onde. Minha resposta seria bem clara, a história não pára e uma nova fase política será instalada em Cuba. O caminho das reformas, opção de seu irmão já apontam para uma maor abertura do país política e economicamente. Acredito em uma democracia com mais rotatividade entre os líderes cubanos, mesmo que este permanece nas mãos do partido comunista cubano.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2008/fidelcastro/

Carta de renuncia de Fidel

"Queridos compatriotas:

Lhes prometi na última sexta-feira, 15 de fevereiro, que na próxima reflexão abordaria um tema de interesse para muitos compatriotas. A mesma adquire desta vez forma de mensagem.

Chegou o momento de postular e eleger o Conselho de Estado, seu presidente, vice-presidentes e secretário.

Desempenhei o honroso cargo de presidente ao longo de muitos anos. Em 15 de fevereiro de 1976, foi aprovada a Constituição Socialista pelo voto livre, direto e secreto de mais de 95% dos cidadãos com direito a votar. A primeira Assembléia Nacional foi constituída em 2 de dezembro desse ano e elegeu o Conselho de Estado e sua presidência. Antes, eu havia exercido o cargo de primeiro-ministro durante quase 18 anos. Sempre dispus das prerrogativas necessárias para levar adiante a obra revolucionária com o apoio da imensa maioria do povo.

Conhecendo meu estado crítico de saúde, muitos no exterior pensavam que a renúncia provisória ao cargo de presidente do Conselho de Estado em 31 de julho de 2006, que deixei nas mãos do primeiro vice-presidente, Raúl Castro Ruz, era definitiva. O próprio Raúl, que adicionalmente ocupa o cargo de ministro das Forças Armadas por méritos pessoais, e os demais companheiros da direção do Partido e do Estado, foram relutantes ao considerar-me afastado de meus cargos apesar de meu estado precário de saúde.

Era incômoda minha posição frente a um adversário que fez todo o imaginável para se desfazer de mim, e em nada me agradava satisfazê-lo.

Mais adiante pude alcançar de novo o domínio total de minha mente, a possibilidade de ler e meditar muito, obrigado pelo repouso. Me acompanhavam as forças físicas suficientes para escrever durante longas horas, as quais compartilhava com a reabilitação e os programas pertinentes de recuperação. Um sentido elementar comum me indicava que essa atividade estava a meu alcance. Por outro lado me preocupou sempre, ao falar de minha saúde, evitar ilusões no caso de um desenlace adverso, trariam notícias traumáticas a nosso povo no meio da batalha. Prepará-lo para minha ausência, psicológica e politicamente, era minha primeira obrigação depois de tantos anos de luta. Nunca deixei de sinalizar de que se tratava de uma recuperação "não livre de riscos".

Meu desejo sempre foi cumprir o dever até o último alento. É o que posso oferecer.

A meus queridos compatriotas, que me deram a imensa honra de ser eleito em dias recentes como membro do Parlamento, em cujo âmago se devem adotar acordos importantes para o destino de nossa Revolução, lhes comunico que não aspirarei nem aceitarei --repito-- não aspirarei nem aceitarei o cargo de presidente do Conselho de Estado e comandante em chefe.

Em breves cartas dirigidas a Randy Alonso, diretor do programa Mesa Redonda da Televisão Nacional, que foram divulgadas por um pedido meu, se incluíam discretamente elementos desta mensagem que hoje escrevo, e nem sequer o destinatário das missivas conhecia meu propósito. Tinha confiança em Randy porque o conheci bem quando era estudante universitário de jornalismo, e me reunia quase todas as semanas com os representantes principais dos estudantes universitários, no que já era conhecido como o interior do país, na biblioteca da ampla casa de Kohly, onde se abrigavam. Hoje, todo o país é uma imensa Universidade.

Parágrafos selecionados da carta enviada a Randy em 17 de dezembro de 2007:

'Minha mais profunda convicção é de que as respostas aos problemas atuais da sociedade cubana --que possui uma média educacional próxima a 12 graus, quase um milhão de graduados universitários e a possibilidade real de estudo para seus cidadãos sem discriminação alguma-- requerem mais variantes de resposta para cada problema concreto que as presentes em um tabuleiro de xadrez. Nem um só detalhe se pode ignorar, e não se trata de um caminho fácil, se é que a inteligência do ser humano em uma sociedade revolucionária há de prevalecer sobre seus instintos.

'Meu dever elementar não é aferrar-me a cargos, nem muito menos obstruir o passo a pessoas mais jovens, senão aportar experiências e idéias cujo modesto valor provem da época excepcional em que vivo.

'Penso como Niemeyer que se deve ser conseqüente até o final.'

Carta de 8 de janeiro de 2008:

"...Sou decidido partidário do voto unido (um princípio que preserva o mérito ignorado). Foi o que nos permitiu evitar as tendências a copiar o que vinha dos países do antigo campo socialista, entre elas o retrato de um candidato único, tão solitário como solidário a Cuba. Respeito muito aquela primeira tentativa de construir o socialismo, graças à qual pudemos continuar o caminho escolhido."

"Tinha muito presente que toda a glória do mundo cabe em um grão de milho", reiterava naquela carta.

Trairia portanto minha consciência ocupar uma responsabilidade que requer mobilidade e entrega total, que não estou em condições físicas de oferecer. Eu o explico sem dramatismo.

Felizmente nosso processo conta com quadros da velha guarda, junto a outros que eram muito jovens quando se iniciou a primeira etapa da Revolução. Alguns quase crianças se incorporaram aos combatentes das montanhas e depois, com seu heroísmo e suas missões internacionalistas, encheram de glória ao país. Contam com a autoridade e a experiência para garantir a substituição. Dispõe igualmente nosso processo da geração intermediária que aprendeu junto a nós os elementos da complexa e quase inacessível arte de organizar e dirigir uma revolução.

O caminho sempre será difícil e requererá o esforço inteligente de todos. Desconfio das sendas aparentemente fáceis da apologética, ou da auto-flagelação antítese. Preparar-se sempre para a pior das variantes. Ser tão prudentes no êxito como firmes na adversidade é um princípio que não se pode esquecer. O adversário a derrotar é notavelmente forte, mas o temos mantido a distância durante meio século.

Não me despeço de vocês. Desejo somente combater como um soldado das idéias. Seguirei escrevendo sob o título "Reflexões do companheiro Fidel". Será mais uma arma do arsenal com a qual se poderá contar. Talvez minha voz se escute. Serei cuidadoso.

Obrigado.

Fidel Castro Ruz,

18 de fevereiro de 2008,

17h30"