Pelo que devem estar reparando, eu passo dias sem entrar aqui e sem postar textos novos. Peço que compreendam pela fase "hard"que ando passando no mundo acadêmico. Fechando ciclos e logo logo terei todo o tempo do mundo para me dedicar ao blog.
Vou aproveitar minha passada pelo blog hoje para comentar algo sobre a política nacional. E nem é política nacional presente, é futura! 2014 chegou e muita gente ainda não se deu conta. O palco está armado e os embates políticos já estão a todo vapor... como isso é possível? Ora, amigos, a política é pulsante e mais dinâmica do que possamos imaginar.
Não critico esse tipo de comportamento político, não é novidade e nem peculiaridade brasileira. Minha maior frustração com a política brasileira atual é a falta de renovação e a falta de alternativas. Desde 1993, os partidos que polarizam a competição política nacionais são os mesmo, liderados pelas mesmas figuras políticas, ou seja, algo está errado.
A política carece de alternância de lideranças pessoais ou partidárias. Nesse ponto, não há melhor referência do que a do Cientista político, Robert Dahl que defende, na linha do pluralismo democrático, que a possibilidade de alternância no poder é uma das características definidoras de uma democracia.
Teoricamente somos uma democracia, mas cadê os tantos outros partidos criados no Brasil, seus líderes e suas propostas para o Brasil? Já são mais de 30 partidos criados, mas as lideranças continuam nas mãos de PT e PSDB.Estou cada vez mais convencida de que novas alternativas devem ser postas, a competição política nacional no Brasil precisa ser ampliada. O desafio está colocado, basta saber se será enfrentado.
Bom feriado!
Prosa e Política com Luciana Santana
Uma prosa agradável pelo mundo da política e outros temas correlatos!
quinta-feira, 30 de maio de 2013
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Olímpíadas GLOBAL do MENSALÃO!
Pela primeira vez, a rede Globo perdeu o direito de transmitir uma olimpíadas, fato que a deixou em uma situação bastante incômoda pois seu papel restringiu apenas a comentar resultados das competições e direito de exibir apenas 6 minutos de imagens cedidas pela Record. Sem a Olimpíadas, a Globo investiu pesado na cobertura do julgamento do Mensalão, seja na TV aberta ou no canal fechado através da Globo News.
Não há problema algum em investir na informação, o que questiono ao fazer alusão a esse tema é a qualidade e direcionamento das informações que são noticiadas. O julgamento virou um espetáculo televisivo e massivo! A Globo direciona suas notícias de uma forma assustadora e apresenta suas próprias conclusões sobre o resultado/desfecho do julgamento. A globo transformou este caso em uma verdadeira olimpíadas de esporte único no qual se disputa a medalha de ouro da TV: Audiência.
Ao invés de proporcionar um debate com a sociedade sobre o caso, a emissora impõe fatos sem abrir margem para que o próprio telespectador faça suas críticas. E aqui, extendo meu comentário a outros meios de comunicação que tendem a ter o mesmo comportamento.Por que não investir em matérias informativas, que dêem possibilidade ao telespectador de fazer suas próprias críticas em relação ao caso? Afinal, é esse mesmo telespectador que elegeu vários dos deputados e ex-deputados que são réus no processo. Pasmem, eu disse "deputados", isso mesmo! Há deputados que foram acusados em 2005 e que, mesmo com toda veiculação do caso na época e até pela oposição durante as eleições de 2006, voltaram a ser reeleitos por mais um (2006) e até mais outro mandato de deputado (2010). Cito apenas alguns casos que me vem à cabeça no momento: Dep. João Paulo Cunha, Waldemar Costa Neto, José Genuíno, Prof. Luizinho...
Parece que estou menosprezando o caso, não é mesmo? Nada disso, sou uma das principais telespectadoras, não apenas como cientista política mas como cidadã atenta à vida pública nacional. Quero muito saber o resultado desse julgamento. Republicanamente, quero que os culpados realmente sejam condenados por seus atos cometidos contra o Estado e a Sociedade brasileira. Que esse julgamento, apesar de tardio possa ser exemplo para os demais políticos que ocupam ou almejam ocupar a função PÚBLICA, que seja um alerta para aqueles eleitores que vendem seus votos nas eleições e para que TODA sociedade possa assumir sua parcela de responsabilidade no controle e fiscalização da ações de governo em todos os níveis da federação.
Por ora é isso! Queria apenas externalizar um pouco da indignação com a forma a mídia e, em especial contra a Rede Globo sobre a cobertura unilateral e massiva que tem feito do caso Mensalão!
Não há problema algum em investir na informação, o que questiono ao fazer alusão a esse tema é a qualidade e direcionamento das informações que são noticiadas. O julgamento virou um espetáculo televisivo e massivo! A Globo direciona suas notícias de uma forma assustadora e apresenta suas próprias conclusões sobre o resultado/desfecho do julgamento. A globo transformou este caso em uma verdadeira olimpíadas de esporte único no qual se disputa a medalha de ouro da TV: Audiência.
Ao invés de proporcionar um debate com a sociedade sobre o caso, a emissora impõe fatos sem abrir margem para que o próprio telespectador faça suas críticas. E aqui, extendo meu comentário a outros meios de comunicação que tendem a ter o mesmo comportamento.Por que não investir em matérias informativas, que dêem possibilidade ao telespectador de fazer suas próprias críticas em relação ao caso? Afinal, é esse mesmo telespectador que elegeu vários dos deputados e ex-deputados que são réus no processo. Pasmem, eu disse "deputados", isso mesmo! Há deputados que foram acusados em 2005 e que, mesmo com toda veiculação do caso na época e até pela oposição durante as eleições de 2006, voltaram a ser reeleitos por mais um (2006) e até mais outro mandato de deputado (2010). Cito apenas alguns casos que me vem à cabeça no momento: Dep. João Paulo Cunha, Waldemar Costa Neto, José Genuíno, Prof. Luizinho...
Parece que estou menosprezando o caso, não é mesmo? Nada disso, sou uma das principais telespectadoras, não apenas como cientista política mas como cidadã atenta à vida pública nacional. Quero muito saber o resultado desse julgamento. Republicanamente, quero que os culpados realmente sejam condenados por seus atos cometidos contra o Estado e a Sociedade brasileira. Que esse julgamento, apesar de tardio possa ser exemplo para os demais políticos que ocupam ou almejam ocupar a função PÚBLICA, que seja um alerta para aqueles eleitores que vendem seus votos nas eleições e para que TODA sociedade possa assumir sua parcela de responsabilidade no controle e fiscalização da ações de governo em todos os níveis da federação.
Por ora é isso! Queria apenas externalizar um pouco da indignação com a forma a mídia e, em especial contra a Rede Globo sobre a cobertura unilateral e massiva que tem feito do caso Mensalão!
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Mensalão, sete anos depois!
Eu
andei bem sumida, não é mesmo? Meses e meses sem entrar aqui no
blog. Prometo que após a defesa da minha tese (está bem próximo de
acontecer!) eu passarei a usar este espaço da melhor maneira
possível.
O que me
venho fazer aqui hoje após esse tempo todo? Primeiro fugir da minha
tese (rs). Estava precisando falar de algo diferente do tema da minha
tese. Em segundo lugar, relembrar alguns desdobramentos que a
divulgação do mensalão ocasionou, a partir de 2005, e finalmente
dar minha opinião sobre alguns aspectos relacionados ao julgamento
do Mensalão após sete anos de sua divulgação. Ficaria horas e
horas escrevendo e teorizando sobre o escândalo do mensalão mas
esse não é meu objetivo e nem poderei fazer isso agora (Prometo
fazer uma análise mais sistemática na condição de doutora em
ciência política). Farei apenas algumas considerações para que
vocês possam refletir!
Aqueles
que já me conhecem a mais tempo sabem que fui uma espectadora
privilegiada no que diz respeito bastidores dos desdobramentos da
divulgação do Escândalo do Mensalão em 2005. Por incrível que
pareça, naquela segunda-feira, 06 de junho de 2005, mesmo dia que o
jornal Folha de São Paulo trazia a matéria bombástica com
entrevista de Roberto Jefferson divulgando o Mensalão, eu seguia
rumo ao dependências da Câmara dos deputados para realizar
entrevistas com parlamentares para uma pesquisa acadêmica que estava
sendo realizada pelo Centro de Estudos Legislativos da UFMG e do qual
sou pesquisadora. O tema não era o escândalo e sim a opinião dos
parlamentares sobre temas diversos sobre democracia, valores e
trajetória política. Por certo, a pesquisa levaria bem menos tempo
para ser realizada se não fosse a nova conjuntura política
nacional. Não posso reclamar das circunstâncias e muito menos da
conjuntura porque além de conhecer melhor o funcionamento
legislativo do Congresso Nacional e do comportamento parlamentar
brasileiro, aprendi muito com o desdobramento provocado pelo caso.
Não
poderia imaginar que em mais de seis meses, tempo que estive em
Brasília, conhecer e acompanhar de perto os bastidores da Comissão
Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou denúncias de
compra de votos, acompanhar vários depoimentos, defesas e acusações
fervorosos que deixavam evidentes os conflitos de interesses
políticos diversos, tanto individual quanto partidário, observar as
estratégias políticas de parlamentares oposicionistas ao governo em
transformar a caso em campanha eleitoral antecipada visando a eleição
presidencial que ocorreria no ano seguinte, as estratégias que o
governo e os parlamentares da base governista em brindar a figura do
presidente Lula, de ministros, de figuras estratégicas dentro do PT
e de outros partidos envolvidos.
Além
disso, nesse mesmo período, de dentro do plenário, pude acompanhar
três acontecimentos impactantes na história do legislativo
brasileiro. A cassação de Roberto Jefferson e de José Dirceu em
setembro e dezembro, respectivamente por envolvimento direto no
escândalo do Mensalão e por quebra de decoro parlamentar, e a
renúncia do ex-deputado Severino Cavalcanti em setembro por ter sido
acusado de receber "mensalinho" para prorrogar a concessão
de um restaurante da Câmara. Estou citando apenas alguns exemplos
que reforçam a importância que o episódio teve na minha formação
(eu era apenas uma estudante de mestrado em Cientista política) e
evidenciar a importância sobre o escândalo.
Minha
opinião em relação ao caso não mudou, considero um dano muito
sério contra democracia brasileira, os princípios morais e éticos
da representação política e a sociedade. Há danos mas a
divulgação do caso tem um aspecto positivos para a transparência
na política, tornou-se público um comportamento que não é novo
nos bastidores do poder político. Espera-se, portanto que esse
evento tenha contribuído com a formação de "públicos
atentos", maior controle societal dos políticos e maior
qualificação das decisões ao escolher seus representantes.
E o
Julgamento? Sete anos após a divulgação do escândalo do mensalão,
iniciou hoje o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) dos 38
envolvidos no caso. Serão vários dias de leituras e mais leituras
de pareceres de acusação, de defesas apelativas e cheias de dramas,
muitas “trocas de farpas” discussões calorosas, opiniões
sensatas e até insensatas, coerências e incoerências e finalmente
em aproximadamente um mês conheceremos o voto dos ministros do STF e
a leitura da pena que cada réu receberá por ter participado com
maior ou menor grau do esquema de compra de voto.
Será um
julgamento político e não somente técnico (seria impossível).
Independente disso, espero que os ministros possam tomar as decisões
de forma consciente, racional e sem partidarismos exacerbados e mais
do que isso que possam dar uma satisfação à sociedade e
responsabilizar os reais culpados pelos crimes cometidos contra
democracia e a moralidade da política brasileira.
Outro
ponto que merece destaque (e atenção) é sobre o peso que a
mídia terá sobre o processo de julgamento do caso. Apesar de
termos, segundo a Constituição brasileira o Judiciário, o
Legislativo e o Executivo como os três poderes formalmente
constituídos não podemos perder de vista que a Mídia ocupa a
posição de um quarto poder e tem dado ampla atenção sobre (e pressionado) o julgamento,
como fez na sua divulgação e apuração do caso no âmbito do
legislativo. A mídia como sempre quer ditar as regras do jogo e mais
do que isso quer que dizer qual deve ser o resultado do jogo. E sabe
qual é o resultado pretendido pela mídia? Aquele que dá a maior
repercussão, aquele que causa mais choque nas pessoas mas nem por
isso faz com que elas tenham um posicionamento crítico de verdade,
querem um resultado que convença mais, que vire notícia quente, que
dê retorno mercadológico.
Estamos
apenas no primeiro dia de julgamento, muita coisa acontecerá e muito
mais conheceremos sobre o caso e a papel de cada acusado em todo o
processo. Conversaremos mais nos próximos dias!
quarta-feira, 30 de março de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Auschwitz
Gostaria de compartilhar uma das minhas experiências mais importantes que pude fazer na Europa e que quase nunca está no circuito turístico dos latino-americanos. Eu tive a oportunidade de visitar a Polônia e não deixei escapar a chance de conhecer Auschwitz. Vocês já devem ter ouvido falar ou lido algo sobre esse lugar seja nas aulas de história no colégio ou em filmes sobre a segunda guerra mundial, nazismo ou holocausto. É o nome de um grupo de campos de concentração localizados no sul da Polônia, símbolos do holocausto perpetrado pelo nazismo alemão e está localizado há sessenta quilômetros da cidade de Cracóvia.
A sensação é de que estive em um dos lugares mais terríveis da “História” por causa do seu lado obscuro, atroz, desumano e vergonhoso. Desde o momento em que iniciei a viagem para lá a partir de Cracóvia não deixei de pensar e imaginar minimamente o que aqueles que percorreram aquela estrada, pela última vez de suas vidas, sentiam ou tinham em mente. Foi um momento de reflexão sobre o ser humano e sua capacidade exterminativa e cruel em relação a sua própria raça. Esse pensamento faz com que você comece a compreender melhor porque “aquela pessoa”, próxima ou distante a você, consegue ter certas atitudes repudiáveis como a mentira, manipulação, traição, falsidade, intromissão, desamor, ódio, raiva, roubo ou em casos mais extremo o sangre frio inclusive para matar outra pessoa, roubar ou enganar.
É tão contraditório conhecer a história e apreciar a beleza natural do lugar. O caminho é muito bonito com uma vegetação surpreendente, pequenos povoados. Por certo, o lugar faz parte do cenário ideal para ludibriar aqueles que foram na ilusão de que encontrariam ali um lugar para viver e trabalhar d forma digna. Que engano! A Beleza do lugar, entretanto não desfaz o peso histórico daquele lugar e por este motivo torna-se também sinistro ou algo incompreensível.
Ao chegar na cidade, o visitante tem a oportunidade de estar em dois dos campos de concentrações (Auschwitz I e Auschwitz II (Birkenau). Auschwitz I - Campo de concentração original que servia de centro administrativo para todo o complexo, no qual morreram perto de 70.000 intelectuais polacos e prisioneiros de guerra soviéticos. Auschwitz II (Birkenau) era um campo de extermínio onde morreram aproximadamente um milhão de judeus e perto de 19.000 ciganos e pessoas de outras nacionalidade e religiões.
Não é um passeio fácil não. Tem que ter pulso firme para conseguir conhecer este lugar. Da mesma forma animo a todos que se tiverem essa oportunidade que aproveitem porque é algo que um ser humano deve se defrontar pelo menos uma vez na vida. Juro que em muitos momentos me senti muito mal. Impossível sorrir ou não deixar lágrimas escorrerem ao entrar nos barracões onde as pessoas eram “armazenadas” como animais, ver os fornos, crematórios, muro de execução, câmaras de gás, fotos no museu e enfim, é uma visitação muito difícil.
Sai daquele lugar como se tivesse tomado uma surra, com um cansaço psicológico sem dimensão... É difícil ter mais palavras para descrever tudo o que senti ali.
domingo, 22 de agosto de 2010
Eleições em Dados: Uma visão da disputa presidencial
Eleições em Dados: Uma visão da disputa presidencial: "O cientista político Alberto Almeida do Instituto Análise acaba de me enviar um artigo em inglês sobre as eleições deste ano. O instituto fa..."
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